quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Minhocário

Minhocas me mordam!

Para quem não tem ideia do que se trata, um Minhocário é um sistema (vivo) composto por minhocas e tem o objetivo de reciclar o lixo orgânico caseiro. O lixo que produzimos no dia-a-dia é depositado no mesmo recipiente onde vivem dezenas de minhocas que vão, aos pouquinhos, digerindo a matéria orgânica e transformando-a em humus para o jardim.


Bom, na verdade não é TODO o lixo que produzimos que pode ser reciclado. Temos que ter alguns cuidados para manter a harmonia do sistema, atentando para quantidade e qualidade. Sim, o lixo que serve de alimento para as minhoquinhas tem que ser 'selecionado'.

Comecemos pela quantidade: para um sistema pequeno (o modelo branco, na foto) 200 ml diários são mais que suficientes! Logo você vai perceber que o volume de lixo que você produz por dia passa fácil dessa medida, o que pode ser frustrante no início. Mas bem, tenha paciência que o seu sistema vai crescer e em pouco tempo você poderá despejar uma quantidade maior de resíduos por dia.

Agora a qualidade.
Estamos falando de lixo orgânico, certo? Então vamos relembrar quais são os elementos que se encaixam nesta classificação: restos de frutas e legumes, chá, erva mate, pães embolorados, comida em geral...opa, mais ou menos. Tente evitar os laticínios e a carne, pois estes elementos favorecem a fermentação e isso pode dar um cheiro desagradável ao seu sistema.
(humm, alimentos de difícil 'digestão'...isto significa alguma coisa pra você?)

Além dos orgânicos úmidos, devemos misturar uma parte de lixo orgânico seco, como folhas secas do jardim, resíduo de varrição, cinzas de churrasqueira sem sal, panos velhos (!!!) e jornal picado. Tudo isso na proporção de 2:1, ou seja, duas porções do lixo seco para uma do úmido.

Impressionado com a dieta das bichinhas? Pois é, o mais impressionante é quando nos pegamos mudando a nossa alimentação por causa delas. Já me peguei mais de uma vez comendo frutas para poder proporcionar um resíduo orgânico úmido para o Minhocário. Se isso acontecer, não se preocupe, é normal. Aliás, mais que normal, eu diria que é saudável!

Bueno, o pontapé inicial está dado.
Quem quiser saber onde adquirir um sistema pronto clique aqui.

Lembre-se sempre: as minhocas são seres vivos e merecem ser tratadas com respeito! Somos responsáveis por aqueles que retiramos do seu habitat.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

VITÓRIA!


A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na sessão de quarta-feira (5/5), projeto de Lei de autoria do vereador Beto Moesch (PP) que estabelece normas para a realização de feiras e exposições e demais eventos que envolvam venda e exibição de animais domésticos, silvestres ou exóticos provenientes de criadouros autorizados.

Pelo projeto, a realização desses eventos, com duração máxima de cinco dias, deverá ser licenciada pelo poder público através de requerimento a ser apresentado com 30 dias de antecedência. No requerimento deverão constar, entre outras informações, o registro do organizador, as qualificações do responsável técnico e dos criadores e expositores, termo de responsabilidade sobre os animais e uma relação das espécies participantes do evento, com identificação individual de cada animal a ser exposto.

Os locais escolhidos para feiras e exposições deverão ser amplos, arejados, adequados a cada espécie exposta e ter infraestrutura que proteja os animais de produtos tóxicos, calor e frio excessivos e agentes causadores de estresse. Ainda conforme a proposta aprovada, o técnico responsável pelos animais, obrigatoriamente um veterinário habilitado pelo Conselho de Medicina Veterinária, terá de permanecer no local durante todo o evento para prestar informações sobre características e condições de saúde dos animais expostos, devendo permitir somente a exposição de animais em condições satisfatórias de higiene e saúde.

Para participar das feiras, os animais deverão estar devidamente certificados e com atestado médico veterinário individual e atestado de vacinação. Para evitar que se prejudique a saúde das espécies participantes, o projeto prevê ainda a proibição do uso de roupas e adornos nos animais e a iluminação excessiva, principalmente nos locais onde estarão expostos aves e outros animais dotados de sensibilidade à luz. A venda só será permitida com o fornecimento do histórico do animal, atestado sanitário e carteira de vacinação. E o animal vendido só será liberado com a aplicação de microchip de identificação.


O descumprimento da Lei proposta por Moesch acarretará em advertência dos responsáveis, multa, apreensão dos animais e interdição do evento, podendo haver a suspensão, por até dois anos, do direito de promover feiras e exposições. A proposta inclui o livre acesso de entidades de proteção ao bem-estar dos animais ao local do evento para que prestem informações sobre os direitos dos animais.


A D O R E I !!!

AGORA CIDADÃOS DE PORTO ALEGRE, MÃOS A OBRA: OBSERVEM, QUESTIONEM E DENUNCIEM!
PS: imagem e texto extraídos de http://www.betomoesch.com.br/index.php

sábado, 1 de maio de 2010

Minhoca pra que te quero?!

Acabei de adquirir um minhocário!
Será esse o nome correto?
Bueno, trata-se de uma 'casinha' de minhocas em 3 andares, onde depositamos o lixo orgânico para que ele se transforme em humus + biofertilizante - por conta da digestão de famintas minhoquinhas!

Comprei pelo catálogo, deve chegar aqui em casa semana que vem.

Aguardem o teste.
Em breve conto tudinho!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Corujas de Torres - A SAGA...

Pelo terceiro ano consecutivo um casal de corujas-buraqueiras escolhe o mesmo local para nidificar na praia de Torres. O lugar seria muito bom não fosse muito próximo ao trajeto para a praia dos veranistas.

Cansada de ver a pobre família sofrer o assédio diário de curiosos e desavisados, que sem saber do que se tratava aquele buraco no chão simplesmente passavam por cima ignorando o desespero da mãe-coruja, que se esganiçava tentando espantar as 'ameaças' aos seus filhotes, resolvi fazer alguma coisa.

Pintei uma placa.
Apesar de estar de uma vez por todas anunciando que ali se encontravam os animais, achei por bem instalar a placa, pelo menos não seria por falta de aviso que aquele ninho seria depredado.

Não satisfeita, liguei para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pedi ajuda. Fui prontamente atendida, no dia seguinte o local estava isolado com fita zebrada.

Depois de muita pose e muita foto, os 4 filhotes foram crescendo, crescendo... até que um não se deu muito bem e acabou sendo atropelado por um carro na av. Beira Mar.
Mas tudo bem, passado o luto, segue a vida para o restante da família.


Agarradinhos no fio de luz, aos poucos os filhotes foram aprendendo a voar. No início meio desajeitados, mas com muita paciência da mãe e do pai coruja, conseguiram chegar até as dunas para iniciar sua maratona de caça aos carangueijos.

Onde elas estão hoje?

Abandonaram o ninho e foram vistas voando por cima das dunas de areia... que se multipliquem e encham de graça o céu de Torres, e de todas as outras praias.

Fotos por: Rosi Boni

domingo, 24 de janeiro de 2010

Torres também tem as suas...

Fotografia: Rosi Boninsegna

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Quem não tem telhado de vidro?

Luz...

Palavrinha simples essa visto que está normalmente ao alcance das mãos: basta clicar no interruptor.


No entanto, só nos damos conta da real importância dela quando ficamos no escuro, sem alternativas senão a velha e boa luz de velas ou pior, quando percebemos os impactos que hidrelétricas/termelétricas/usinas nucleares (responsáveis pela geração de energia no Brasil) podem fazer no meio ambiente para possibilitar que tenhamos à nossa disposição, 24 horas por dia, energia elétrica.


Bom, este post não propõe um retorno aos tempos do lampião tampouco a negação do conforto que a energia elétrica nos proporciona hoje como ar condicionado, microondas, televisão, rádio, etc... trata-se apenas de uma dica - singela - de economia.


Sim, porque parece que enquanto não apertar no bolso o brasileiro não se convence que alguns recursos naturais são finitos e devem ser usados com racionalidade... mas bem, divido aqui com vocês minha experiência de uso racional da energia.


Essa é a minha casa na praia, com seu pé direito duplo e todos os prós e contras do mesmo. Parece mentira mas passaram-se 20 anos até que nos déssemos conta de que a luz que era produzida as custas de 6 lâmpadas incandescentes poderia vir de graça, do céu!

No momento em que o telhado precisou ser trocado, seis telhas opacas de cimento deram lugar a seis telhas translúcidas que possibilitaram uma iluminação inédita na sala. O lustre que, antes era imprescindível, tornou-se apenas um elemento decorativo.

Uma ação simples, de baixo custo e grande resultado... ao alcance das mãos!